da sina dos feriados cristãos

eu nunca fui cristã. mas todos os feriados cristãos possuem um profundo significado de familiaridade, compartilhamento e comunhão. 
porque eles eram as datas em que religiosamente eu passava o tempo com a família da minha mãe, que hoje já não é minha. 
é muito difícil quando se sente uma saudade imensa e profunda embrenhada no seu coração e no seu umbigo, de tão fundo que vai e do tanto que tá no seu âmago. e é mais difícil ainda quando é uma saudade pós-morte por pessoas que estão ainda vivas.
da última vez em que tive contato me foi dito que "a gente sente tanto a sua falta, mas a tita disse: imagina como deve ser pra ísis? ela perdeu todo mundo". 
só eu sei o quanto foi difícil cada dia em que eu tive que tirar a força do mundo de dentro de mim quando tudo que eu desesperadamente queria era pedir ajuda. eu fiz da minha existência o espaço de autocompensação por tudo que foi tirado da minha vivência quando eu deixei eles pra trás. 
eu fiz de tudo pra provar pra mim que eu dou conta sozinha. e dou. 
mas ainda sinto falta. 
cada feriado parece que é um grande velório em que eu sinto por dez corações que se foram sem ir de fato.
o significado de família pra mim eram quinze. hoje são cinco mas ao mesmo tempo parece que o significao anterior de família foi inteiramente despedaçado.
hoje família é algo muito mais tênue e muito mais frágil. com a perda eu aprendi que nada está enraizado, que nenhum amor é eterno, que não existe base profunda que se sustente por si só e esse é um aprendizado muito duro porque ele tira total e completamente o seu chão. 
família é quem está do seu lado daquele momento, mas no próximo pode não mais estar. todo mundo pode não mais estar. eu já não conto com a permanência e a impermanência às vezes me faz sentir o tipo de solidão mais profunda que eu já experimentei. 
tudo pode mudar de um momento pro outro. ninguém deve nada a mim nem aos meus sentimentos. 
a primeira instância é sempre a incerteza e ela é o meu terreno mais sólido quando se trata de expectativas. 
ela se repete sempre verdadeira. sempre. 
se o que foi sempre a minha maior fonte de refúgio e proteção não era um espaço seguro, nenhum lugar vai ser.
eu queria muito poder conversar sobre família da forma como as pessoas novas que entram na minha vida conversam. eu queria poder dizer do casamento e da entrada na igreja e do salão de festas em que eu só fui antes pra ver as possibilidades de escolha. eu queria contar sobre como o vitor dança passinho muito bem, sobre como aquele moleque tem um sorriso sensacional e é um amorzinho em pessoa. eu queria falar sobre os campeonatos de just dance no kneckt twist e imagem e ação sem chorar. queria não poder reviver os almoços de domingo somente com as minhas receitas de internet. queria contar os causos e as risadas e as respectivas influências na minha vida e personalidade. 
mas hoje, além do ódio só restou a tristeza. 
e ambos são enormes e sufocantes. 
eu sinto que isso interfere em todas as minhas formas de amar de alguma forma que eu ainda não sei descrever.  
hoje eu fiz pirão. metade de uma receita da internet e metade da voz da vó de 2006 na minha cabeça.
eu fiz pirão e eu caí no choro sem conseguir parar há uma hora. 
eu lembrei das mãos cheias de pintinhas, da voz doce, do "fia" que cê me dizia. 
e eu lembrei que já são três anos que não mais. 
dói. dói demais.
acho que sempre vai doer. 
eu só tenho que lidar com o fato de que vai doer. 
e que o fato de que dói não é ruim e eu não preciso ser retirada dessa dor como se ela fosse perigosa. eu só preciso de chorar num ombro e ser abraçada e sentir que tudo bem sentir que dói.


nietzsche precisa de uma casa no futuro, lembre disso.

hoje eu falei de você como se você estivesse morta, vó.
eu nem pensei, eu só disse. foi tão estranho e tão natural que eu pensei isso enquanto continuava a jurar de pés juntinhos pela sua memória nordestina que fala gota serena. eu não sei bem o que isso significa, mas o estranho é que eu não senti mais nenhuma angústia e nenhum daqueles choros convulsivos que eu tive ao longo desses anos longe mais. porque eu acho que, de fato, quando saímos da vida de alguém sem intenção de voltar, essas pessoas meio que morrem pra gente. não em memória, mas em qualquer possibilidade de futuro.
e foi só sereno lembrar da minha infância e das tapiocas e deslizar na garagem ensaboada. acho que eu fiz as pazes com esse passado e também com minhas escolhas de futuro.
ontem também foi o meu primeiro dia cem por cento em três anos e meio.
eu digo cem por cento porque quando eu estava com depressão eu contava o tamanho da minha tristeza em porcentagem: ah, hoje estou "bem", estou -5%. O meu pior foram os -80%, aquele dia foi realmente horrível. Mas ontem eu tive o meu primeiríssimo de fato dia cem por cento em muitos e muitos longos meses. É engraçado porque quando você está tendo um dia -80% você nunca imagina que a vida pode ser longa e boa e que o tempo pode curar. Pensar em uma vida longa parece só significar que você vai viver muito mais tempo de sofrimento, porque dói tanto que é como se fosse quase impossível suportar e você conta as horas e se diz: só até amanhã, só até amanhã. e no dia seguinte você se repete isso como um mantra e você parece uma pessoa não só completamente vazia, mas que esse oco no seu peito tem feridas horríveis e que tá tudo desprotegido pro vento e as bactérias do mundo e que elas sempre batem lá no fundo. e no dia seguinte você se repete que só até amanhã. de novo e de novo e de novo e de novo.
e ao que parece, um dia isso se torna verdade. um dia você está bem, mas demoram longos mil trezentos e trinta e cinco dias. eu achei que eu não ia aguentar até aqui, mas parece que de alguma forma, deitada no chão da faculdade e sentindo o vento no meu cabelo e dando risada por coisa pouca, que isso foi tão longo tempo atrás. A gente não fica sempre no -80%, às vezes tem um dia -20% e outro -50% e daí outro -5% e aos poucos a gente vai melhorando, mas bem aos pouquinhos mesmo sabe, que nem quando a gente vê areia caindo por um buraco bem pequenininho nas mãos de uma criança curiosa.
ontem eu deitei no sofá do meu centro acadêmico e o engraçado foi que eu senti que eu estava em casa e daí eu fiquei esperando pra ouvir se meu irmão entrava e vinha brincar de bagunçar o meu cabelo. eu nunca achei que fosse sentir isso naquele ambiente. foi uma surpresa agradável. e no ônibus ontem eu olhei pras barras de ferro amarelas nas quais a gente se apóia e eu não as via turvas como se não existissem e o mundo fosse um pedaço de bola flutuante e que tudo fosse irreal e que a vida de ninguém tivesse sentido.
o curioso disso tudo é que estar bem vem tão aos poucos que a gente nem percebe que vai chegando.
mas eu tive meu primeiro dia cem por cento.
e hoje eu estou aqui sentada no meu quarto e eu estou me perguntando porque uma das pessoas que eu mais amo não pode estar tendo seu primeiro dia cem por cento e vindo aqui me dar um abraço e eu penso repetidamente, como um mantra: aguente só até o dia seguinte, eu não estou pronta pra falar de você como se você tivesse morrido.
e eu já chorei bastante até agora mas eu não consigo deixar de pensar em como eu gostaria de dividir meus cem por cento e entregar pra ele em um potinho pra ver se ele sai do quarto e pra ver ele conversar comigo em um inglês de sotaque indiano e os braços abertos pra me dar um abraço ao falar pra mim que "you are so lovely, sir"
eu não quero te perder.
eu quero tanto que você fique bem que nem cabe no meu peito e meus cem por cento se encolhem nas minhas lágrimas porque eu não tenho você pra compartilhar isso e eu penso em você me contando sobre into de wild e naquela frase de que a felicidade só e real quando compartilhada e eu preciso de você aqui, desesperadamente.
eu preciso de você aqui nos próximos oitenta anos.
eu quero você aqui pra eu zoar da sua cara, passar pente garfo no seu cabelo, ser seu padrinho de casamento mesmo eu sendo uma menina, pra ver você amar e ser correspondido pela primeira e pela quinquagésima vez. eu quero estar ali pra ver você encontrando pessoas maravilhosas na sua vida e saindo pra balada pela primeira vez, e também pra ir em uma junto com você e a gente beber catuaba e inventar regras pra jogar war. eu quero te abraçar mil vezes mil vezes ainda e te dizer que eu te amo até você acreditar que amor é possível e que não importa o que você faça ou como você me trate, que eu ainda vou te amar. eu quero pegar uma carona com você um dia, e te ver sendo pai pela primeira vez. eu quero ver você numa casa grande e com um são bernardo chamado nietzche vindo me cumprimentar feliz no portão. eu quero conhecer a mulher com quem você vai se casar e eu quero ler o primeiro livro que você escrever. eu quero que você brinque de bagunçar o meu cabelo por muitos e muitos anos ainda e eu quero que você me leve pro altar junto com papai. eu preciso que você esteja lá. eu quero deixar meus filhos pra você cuidar na sua casa, nem que seja só com você e seu cachorro nietzsche. eu quero te ver passar no vestibular e fazendo amigos pra vida inteira, reclamando de dores no quadril ao jogar futebol lá pros seus sessenta anos. eu quero ainda te ver chorar comigo e sorrir comigo muitas vezes. eu quero assistir com você até suas séries horríveis das quais eu não gosto, porque pra mim o mais importante não é o que nós dois estejamos fazendo, contanto que estejamos juntos.
esse texto talvez seja uma espécie de prece para o universo e para iemanjá, um pedido pra que os ventos soprem no oco do seu peito para que você fique e que as coisas vão mudar e que você pode se apoiar em mim e que vamos tentar encontrar respostas ou que eu vou estar lá segurando a sua mão se você resolver procurá-las sozinho.
e só de pensar que eu posso te perder e que você está no quarto ao lado mais tão distante, eu não consigo não chorar muito.
eu te amo, sir. you may not believe right now, but you are lovely indeed.
e eu ainda te devo muito pelo pallet, por sessenta anos, não se esqueça de me cobrar.



i would come here every night, you know? and I would wonder and wonder...why?
why is all this? I would look at it all from the top of this big huge giant universe, and I would see everyone and everything and I'd think I can solve everyone's problems. that i'd have perspective  and everyone was living their tiny boring unimportant little lives. totally blind to the "higher" issues.
I'd sit there as if I was the queen of the world, condescendingly pointing out everyone how to live their lives but my own.
little by little by little
I saw mymyself fall
and fall
and fall
reach rock bottom
and fall more
I was too high there, you see.
fell just like little Alice in the rabbit's hole
except there were no wonders
no magic
just vacuum
the universe is quite big and if you have the illusion of knowing it all
high are the chances you will not land the tiny spot you first intended on
although that's all in the past
I guess I still don't know yet
what's the point?

i'be been walking around or floating around or driving around I don't know whatever
automatic pilot
I've been so busy trying to fix other people's lives that I had no clue how to exist without this sense
so I kept piloting without piloting and without knowing where to go
cause that is what humans do
right?

but what if
for a moment
I allow myself to wonder
how good would that be
to live one of those tiny little silly dreams humans have?
what if it was ok
what if I was allowed to be the center of my own life?
and work on it
and make it better
and discovering new things and deep inside universes
what if now my discomfort was all about not knowing who this new me is?
and at the same time wanting the time and the intimacy to figure all about me?

suddenly being alone was not undesired but required
natural

what if I don't know where to go?
and for the first time I sit
not beyond rock bottom nor from high above
but in a chair
and the wind touches my face
and the view is nice
and that is all that matters for now?
what if
what if I am nothing like I thought I was and that was good?
what if
what if I just needed some time to land
and to be balanced and to be kind
to myself
and get used with gravity?
what if now I take deep breaths and take baby steps and stop when needed
and it's alright to not be superhuman?
what if I am finally learning how to walk on my own?
where would I like to go?

1. do livro do amor


levantar-se apesar de
é tempo de deixar de preencher vazios
de deixar todos os espaços em branco serem
do silêncio tomar conta
é me deixar ser tomada pelo poder da solitude em toda sua dimensão
de saber ouvir a própria respiração, agora desconhecida e distante por conta de um mundo de ruídos
que dizem sempre
você não é suficiente
há algo de errado em estar só

há uma força mística em negar o mundo de hiperestimulação vazia dos sentidos
para inundar-se pelo não ser
dar-se todo o tempo do mundo
pra curar um mundo inteiro de dentro pra fora
e às vezes pra isso
é necessário uma reclusão despretensiosa
que simplesmente acontece
tal qual um subconsciente sábio e cansado
lhe dizendo pare menina
olha pra dentro
que o mundo não vai parar de girar

todos os demais desencaixam
silenciosos
sorrateiramente
dirigindo-se à próxima festa, fofoca, tendência, notícia

não acompanho o mundo
não por descompasso
mas porque encontro-me em estado no qual é preciso
ouvir meus desabrochares, velórios internos e aceitar
meus próprios ciclos
aceitando que cada pessoa que vem por bem
tem seu papel
mas também seu próprio tempo e cumpre o quanto lhe cabe ou o quanto está preparado pra dar
que não posso ser tudo para todos
nem ninguém pode (ou deve) ser tudo pra mim
e que também há beleza nas pessoas que se vão de minha vida
por motivos vários
mas também seguindo seus próprios chamados internos
e prosseguindo para novas fases de vida
e tudo bem.

o tempo deu mais um salto
é mais um ciclo
talvez outono,
mas ainda assim, floresço.
não mais me afundo e recolho-me em desespero ou angústia pelas perdas, mas acolho a certeza de que toquei o tempo que me foi dado com cada um com amor genuíno
e que a vida, como filha do tempo que é,
exige mudanças
e agora me chama
a aprender a ser só

a viver desse autoamor
a sustentar as belezas e as agruras que acompanham o conhecer o resultado que agora sou depois de todas essas somas e subtrações
na certeza que sou mais do que o que elas fizeram de mim
e parar de lutar contra o revés
em prantos desesperos e tristezas

sou o que sou
permito-me acolher o que sinto da forma como vier
e honro meus sentimentos, mesmo os mais tabus
porque está na hora de escrever um novo livro
e sintonizar-me com o que há de Belo e bom
e aceitar que não me compete somente o desavisado, estragado, pouco amor, abandono ou desrespeito
a começar pela minha relação comigo mesma
e como eu me trato

por isso,
é tempo de silêncio.
preciso aprender com os novos ares que ecoam em meu peito

creature fear

you scream with me
i lay down there
i lay down there
i pretend to be blind and deaf
so i lay down and stare at the ceiling
pretending i see flowers and the blue skies
and birds.
so i remember last week
staring at the ceiling of a bathroom when at uni
unable to go on

i did not have to pretend anything there

the floor is comfortable, its temperature is lower, its hard and reminds me that there is something outside my own body. that i am there.
in the floor i get to focus less on the fear that runs through my veins
you have the panic's syndrome they say
well so what
that's just a diagnosis right?
its easy to look at this type of things from above and write it on paper and say you have this and that
but when it's with you it seems so distant, like they are not living it
do they see the nuances?
do they see that i am not having a panic attack right now?
do they see the hard wood floor calming me down cause i cannot hug my mother or my grandmother or any mother figure?
do they see that i haven't sleep in weeks?
do they see that i feel so exhausted that i don't pay attention for things straight right now?
do they see i am crying?
do they see i did not leave the house today cause i was in fear of being alone?
do they see i wake up around 6 times a night out of fear?
they see me at a consult
a day a month
and they say take this take that
it will make you feel better
will it?

my friends say
push the fear away
and ll i can remember is
about how with depression all i'd say was face the fears
face them bastards right in the eye
and hug them hard
and cry
and they are no longer monsters
yeah i laugh at that now
new monsters new approach right?
are they really new?

my hands fly in the sky
i make them fly
as paper planes
and i follow the light that comes from the window
making a rainbow in my fingers
that's the biggest amount of time i am able to stay with myself without any distraction to the panic sensations
then i have to watch grey's anatomy so much in a roll that i feel damn exhausted
and fell asleep on my tablet
cause my body seems not to be able to control the exhaustion to put me asleep anymore
not on his own
with all them thoughts

it reminds me hard of 2013
i thought i have left it
behind

and then i am watching
and watching and watching and watching and watching
its almost like i am not myself no more
not broken

i am not broken i am not broken
i laugh
i am so broken
its ok you there i don't think being broke is bad you don't have to fear saying it out loud

then cristina is going through ptsd
and it is 2013 all over again
i have berried that
probably did a very horrible job

but hey you gotta go to college tomorrow they say
yeah
good luck with that
let's see if tomorrow i can.
every day is the next day where is less worse than the day before, right?




get to know adhani

"hey reddie"
"what did you just call me?"
"yeah i'm talking to you with the red eyes and the kind of tragic look. you look you know, all dark and desperate."
"shut the fuck up you moron."
"hey lady calm down I was just tryna cheer you up, making you look better then you are."
"oh that's it. i am so sorry I did not notice how it is such an incredible compliment to be called desperate red eyes."
"yeah it is, specially when the person you talking to looks more like a zombie coming from hell after drying her soul from inside out in tears." said the stranger.
"you'd probably look worse if you'd gone through the same as me" and then she dramatically pretended she was dying choked on top of the stranger's chest.
"oh no no no I guess it is contagious. I guess that's how weird head haired dead women reproduce themselves please keep going"
"you're a bastard" she laughed her face full of melted-by-tear-mascara.
"thank you ma'am, that's cause you don't know me yet"
"that's ok cause I guess I'll have to call you the surrogate mother to my future dead-inside children. You know, I have been looking very hard for someone as annoying to be the good match for my soulless and desperate personality. You'd work just fine, but we definitely would have to work the looks right there, see? no wet eyes no desperation." she said as she pretended to be disappointed by the black happy eyes and the bright laugh.
"I'll do better next time if you please share the drama so I can join the dark art looks."
she looked at her with mistrust
"pass me the beer first, stranger"
"adhani,"
"pass me the beer first, adhani."
"all yours" she divided her can.
"well where should I start? the devious grandmother that tortures your family members in a basement without your knowledge, failing on an important mission where you were supposing to be looking for your long lost mother that is probably dead? or the gone aunt who came back and turns out to be the birth mother of your friend and gave you away to be killed by air pirates?"
"I would definitely like to start with kissing you but the psycho granny seems more interesting, I'm sorry."
nira rolled her eyes and drank a bit more beer
"well that is a long story, adhani"



turmoil is my favourite word in english but not my preferred meaning

my heart's racing fast and i don't know why
all i can think of is how i miss the christmas tree and the christmas lights
my hands are shaking and i feel like fainting
and the slow sound of a background video seems like too much
when together with my confusing lousy heart
so i have to stop everything
and tell myself to breath
but even my own touch seems like too much stimuli
near all this turmoil that torments my mind
seems like i'm going crazy
but how come a couple of cupcakes is more important
then making this house a home under presence
and caring and loving and small gestures of kindness
by buying some christmas lights
and saying it's all gonna be alright dear?
they are not here
but neither do you
even with your everyday presence
it seems like a lonesome long period of hurtful holidays
my heart stopped racing
but i can still feel it tired
of trying to catch up whatever this panic attack was all about

i wanted to make my own traditions to this new place
and paint everything red and green
while putting some christmassy music and put some lights under the ceiling
we can watch the grinch and eat chinese i said
but my words echoe under the empty walls of this house
that is not yet a home.